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Vespa, com Rui Horta

Sobre as coisas indizíveis e sobre o futuro

Três décadas depois de ter pisado um palco pela última vez, Rui Horta – coreógrafo, nome central da Nova Dança Portuguesa, senhor de uma expressiva carreira internacional e fundador de O Espaço do Tempo – volta a ser bailarino, mas também responsável pela coreografia, iluminação, interpretação e pelo light design de Vespa, uma peça sobre uma cabeça prestes a explodir, habitada por um inseto que diz as coisas mais impróprias, “as coisas cá de dentro, algumas indizíveis, que normalmente omitimos”.

Com Vespa, Rui Horta desafia os limites do seu próprio corpo, o corpo de um veterano selvagem, suficientemente ousado e obstinado para construir, aos sessenta anos, um solo íntimo e fisicamente muito exigente. Vespa não é um espetáculo sobre um lugar do passado, mas antes sobre tudo o que falta fazer. Sobre o futuro.

«Há coisas que temos dentro da cabeça. Como um zumbido a roer o pensamento». É assim que abre o espetáculo, agora no Teatro Carlos Alberto, no Porto, de 26 a 27 de janeiro, depois de ter estreado, em 2017, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. 

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