«Califórnia da Europa»

Tomás Champalimaud

Membro do Quadro Executive da Gestmin SGPS SA

Com a recuperação económica da Zona Euro, foi notório o crescimento do interesse do mundo pela «Califórnia da Europa». As boas condições climatéricas, o baixo índice de criminalidade violenta, a qualidade de vida, os incentivos fiscais e a projeção internacional do efeito Madonna (Mónica Bellucci, Christian Louboutin, Garrett Mcnamara e tantos outros) contribuíram para que Portugal, entre tantas outras possibilidades, fosse eleito como casa ou refúgio de milhares de estrangeiros.

Também reputados Fundos Imobiliários Internacionais – motivados pelas mesmas razões e por encontrarem em Portugal oportunidades de investimento que representam, não só, um custo de m² inferior, mas também um potencial de valorização superior à média de outras cidades congéneres europeias – têm desenvolvido, de norte a sul, projetos destinados a habitação, serviços, hotelaria e residências de estudantes.

Nos anos 80 e 90, vendia-se imobiliário tal como água no deserto. A realidade mudou. Hoje, para se vender, é preciso mais do que construir. E se antes a ‘localização’ constituía as primeiras três regras de ouro do imobiliário, hoje existem outras preocupações a ter antes de se investir.

É desde logo fundamental estudar a oferta (existente e futura), analisar a procura (e questionar como a satisfazer), aferir a viabilidade do investimento, criar uma estratégia de marketing e de desenvolvimento do produto clara e coerente (tendo em conta as suas características: localização, o fim a que se destina, tipologia, preço, qualidade, entre outras) e atribuir ao produto imobiliário características que o diferenciem positivamente da oferta existente de forma a valorizá-lo e a reduzir o período da sua absorção pelo mercado.

 

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