Ilha de Macaneta

Pequena em dimensão. Grande em beleza.

\\ Texto Filomena Abreu
\\ Fotografia Daniel Camacho

Saímos da capital em direcção ao litoral norte. Rumámos ao distrito de Marracuene, ainda dentro da província de Maputo, com o objetivo de chegar à Ilha de Macaneta. O percurso, feito de carro, interrompe-se à entrada do rio Incomáti. A travessia é normalmente feita de ferry. Mas quando este se encontra avariado, como foi o caso, então a passagem é feita nos pequenos barcos de madeira dos pescadores.

Enquanto esperamos a nossa vez usufruímos da agitação dos locais. O frenesim provém dos turistas que aguardam que os barcos os levem para o outro lado, mas também do peixe fresco que ali está para ser vendido, das frutas e do riso animado dos mais pequenos que dão ainda mais vida à sonoridade das línguas dos habitantes, o varhonga e o xichangana.

A terra é de quem a governa. E esta ainda trata a natureza por mãe.

Fazemos a travessia. Do lado de lá espera-nos uma ilha peninsular, conhecida por Ilha de Macaneta, anteriormente conhecida como Vila Luísa. O Índico é como uma sereia que chama. Após a travessia são mais oito quilómetros até chegar à praia. Um areal branco de perder de vista, água quente e um sol que pede atenção.
Pelo meio vemos a paisagem. Agricultores que pastam o gado. Pássaros que dançam entre a vegetação e o céu. Palmeiras que parecem ter sido ali plantadas com o único objetivo de tornarem todo o quadro ainda mais bonito... A terra é de quem a governa. E esta ainda trata a natureza por mãe.
Marracuene, e mais propriamente a Macaneta, sempre foi considerada um dos melhores locais para se fazer turismo. As suas longas praias, que se estendem ao longo de 33 quilómetros de puro paraíso, são autênticos postais. Mas a beleza da ilha não se confina apenas à costa, por isso vale a pena dar uma volta até aos pontos que o mar não consegue alcançar.

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